
terça-feira, 27 de setembro de 2011
COSME E DAMIÃO

segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Simplesmente deixar ser e se vier, viver
Faz é tempo que não te vejo, que não converso, que não te escuto, que não te cutuco, que não te beijo.
No meio dos meus dias cheios, malucos e tristes, à vezes vem você no pensamento pra dá cor ao dia. E ai eu penso: "O que será que você tá fazendo agora? Será que tá tudo bem? Será que tá feliz? Será que pensa em mim de vez em quando, será que já sonhou comigo uma vezinha só, será que se lembra daquele primeiro abraço que me deu ou será que sua memória já apagou o pouco do simples romance que vivemos?" enfim...Quando sinto orgulho de algo que fiz por mim ou pra alguém ou pra quem quer que seja, gostaria que você soubesse, pois acho que você sentiria orgulho também.
Engraçado porque eu não sou apaixonada por você, nunca fui, mas o que me pertuba é saber que eu seria capaz de te amar da maneira mais linda do mundo e não tenho dúvidas de que formariamos um casal daqueles de filme, que chega a causar inveja de tão cúmplice e verdadeiro.
Sabes por que questiono isso tudo, meu bem? Porque você me viu de uma maneira singela e compreensiva, percebeu o que eu era de dentro pra fora em um só dia. A partir desse momento, você se tornou uma pessoa bem especial e que eu carregaria dentro de mim durante muito tempo.
Evito lembrar-me de ti, evito por um simples medo de dar vazão a esse sentimento e me perder dentro dele; mas existe alguma coisa dentro de mim que não permiti que eu te esqueça.
Por que me invades assim? Em sonhos, em versos, em desejos?
Você vem e me tomas, me beija, me faz carinho, faz uma graça pra me ver sorrir, brinca com meus cachos, mas quando abro os olhos, vejo que era só sonho de uma noite fria. Dá vontade de não acordar, de ficar ali, vivendo essa quimera.
Não sei se ainda vamos viver esse amor, não sei se a vida vai nos juntar, nem sei se com você eu vou morar ou simplesmente viver, mas uma certeza há, você tem um cantinho sagrado dentro de mim.
Sejamos felizes mesmo assim...
Te beijo...
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Centro da cidade de São Paulo - residência dos loucos
Ao me misturar nesses rostos de São Paulo, viro uma mera observadora e a primeira manifestação que vejo é um punhado de gente em volta de um pastor que está no meio da rua, segurando um microfone ligado ao amplificador, contando sobre um menino que vendeu seus brinquedos pra ajudar os pais necessitados e que isso era o poder divino de Deus sobre essa família, "o sangue de Cristo tem poder!", ele dizia. Logo depois não ouvi mais nada, pois por ali só estava de passagem.
Passando por uma parte do Viaduto do Chá, e lá é por onde passam empresários, turistas, artistas, e tantos outros e aonde residem empresas, mendigos e malucos de plantão. Nesse lugar mais uma manifestação acontece, essa é sucinta e eu também não dei muita ousadia, mas chegou a me fazer rir. Vejo um sujeito com uma camisa vermelha, suado de sol e que parece ter achado o caminho da rua por agora e ele grita pra ninguém ouvir: "Eu não sou deputado! (pausa) Eu não sou vereador! (pausa) Eu não sou político!"
Chegando no meu ponto de chegada, a 25 de Março, aonde você se esbarra nos outros de tanta gente, tive que ver mais outras coisas pra completar o ciclo da loucura que habita nessa cidade.
Vi um menino moreno fazendo coreografia de axé, deixando um chapéu no asfalto e achando que tava arrasando.Vi um senhor de cabelos longos, de raiban nos olhos, com seu belo violão de baixo do braço e sua inédita bateria de latinhas com um som que mais parecia um ruído. Ele até que chamava atenção com a sua criação. E voltando, vi uma dupla sertaneja de raiz, dois senhores, cantando na 25 de Março. Eu estava no meio do caos, um zigue zague de gente, camelô por toda parte, carro de polícia uivando, mulher anunciando objetos que por ali vendia; e por segundos vejo dois violeiros cantando pra te levar pra um outro lugar. A loucura tem sua beleza!
E essas pessoas que já não sabem ou não tem mais pra onde ir e às vezes ou muitas vezes não tem o que comer, se alimenta da loucura pra esquecer a pobreza, a tristeza, a injustiça e vai buscar nela a sua alegria.
Saindo um pouco do centro de São Paulo e indo pra uma outra coisa, mas tratando do mesmo assunto, um exemplo de uma pessoa que teve a loucura mais lúcida nessa vida foi Estamira, que morreu ontem por causa da demora do atendimento médico. Estamira era uma catadora de lixo que enxergava a realidade do mundo de uma maneira clara e em pequenas frases dizia o que era o mundo e o que havia de errado nele.
E já dizia Estamira:
"TUDO QUE É IMAGINÁRIO, TEM, EXISTE, É!"

quarta-feira, 27 de julho de 2011
DESPERTAR (Haja amor)
encontrar esse certo ou errado alguém
pra que eu posso sonhar,
pra que eu possa sentir saudades
sentir ciúmes, sentir orgulho,
ficar a flor da pele, sentir tudo ao extremo.
Eu quero enlouquecer, eu preciso dessa loucura na minha vida, nesse momento eu quero, eu estou aqui, disposta a isso.
Quero ir pra longe com o meu bem e não sentir falta de nada
porque é você que me completa, é você que movimenta a minha vida,
e é pra você que eu quero declarar o meu amor! Porque você, minha alegria, é quem me diz sempre: "Eu te amo!E sempre vou te amar."
Eu quero paixão misturado com amor, eu quero você que eu nem sei se existe.
Se você existe, eu lhe peço, se conecte nesse mundo, nessa internet que nos liga, nesses blogs da vida e me ache, me conquiste, me almeje, me busque e me convença de que é você o despertador de todos os meus dias.
Tenha uma boa noite, meu amor!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Início aos trabalhos! (E.P Pequena Flor)
O ano de 2010 se iniciou e as batalhas iriam também ter o seu início.
A primeira batalha foi: o investimento, o dindim, o cash, como eu iria conseguir mils reais? Então, foi que surgiu a idéia de uma grande amiga de rifar um produto para arrecadar verba para o meu projeto. E como, graças a Deus, eu tenho amigos tão valiosos, um amigo, dono de uma loja linda, me deu um tapete pra rifar, e quem ganhasse a rifa, iria imediatamente na loja escolher o seu tapete. Essa primeira etapa foi muito divertida, com a cara e com a coragem, eu passei a literalmente "encher o saco" de todos pra comprar a rifa, no final das contas, eu vendi todas! Amigos, amigos de outras cidades, pessoas que eu não conhecia, parentes, todos adquiriram a rifa...haha "Comprou rifa com quem não devia!"
Logo depois, seguindo o fluxo, me aparece um trabalho extra, maravilhoso diga-se de passagem, aonde eu arrecadaria mais uma parte pra completar os mils reais.
Pronto!A primeira batalha foi vencida com êxito!
A segunda batalha: Com quem eu iria trabalhar? Quem iria gravar um compacto com uma verba abaixo do mercado? A sorte parece que realmente estava comigo, e eu não estava sozinha, eu tinha amigos, e amigos do meio musical. Mas nessa etapa, tive alguns obstáculos, obstáculos que iriam comprometer o meu trabalho, mas com ajuda dos meus parceiros de batalha, essas pedras sairam do caminho. Então, uma grande amiga cantora e musicista toma a frente dessa etapa e chama seus amigos músicos pra ajuda a erguer o PEQUENA FLOR. Com essa parceria de trabalho, sinto a segurança necessária pra continuar.
Outra batalha vencida, graças a Deus!
Tendo ainda muitas batalhas pela frente, eu sigo feliz dando início aos trabalhos do meu tão sonhado Pequena Flor. Anteontem entrei no estúdio pra gravar as bases das 7 músicas que estarão no E.P.!
Confie e aguarde!
Odoya!!
domingo, 4 de abril de 2010
Minha rua é serena,
Minha rua é pequena,
Minha rua foi feita pra mim.
Ela tem verdes, verde florescente,
tem casa velha, tem construção,
tem quitanda, tem orelhão,
de vez em quando até lua crescente
não é brinquedo não”!
E olhe; essa rua serena é pequena.
Sua rotina é constante,
entre a Bela Cintra e a Consolação,
lá reside ela, a rua. Pedro Taques,
a minha verdadeira ocupação.
Nos domingos, ela fica em silêncio,
é um não silêncio
Ela não silencia nunca,
mas se permite descansar.
Há dias que parece se desesperar
porém logo vem o pôr-do- sol
e ela volta a brilhar,
e na presença da noite volta a sonhar.
Poderia ser simplesmente uma rua, mas ela é minha rua.
É "minha" rua porque eu me reconheço nela.
